13 de junho de 2007

A sexualidade Humana...breve introdução...



O Homem é um ser bio-psico-socio-cultural e também sexual.


Como ser sexual que é, desenvolve uma sexualidade individual e própria que o diferencia de todos os outros membros da mesma espécie. Esta sexualidade individual resulta do património biológico, das experiências referentes ao desenvolvimento sexual, do tipo de personalidade e da análise que o indivíduo faz de si próprio enquanto ser humano sexuado. Ela vai também ser moldada pelas circunstâncias da vida, pelas relações interpessoais e pela cultura do indivíduo e da sociedade.

A definição do que é patológico e do que é normal no que toca à vida sexual do homem adulto, depende dos critérios de referência utilizados, sejam eles estatísticos, funcionais ou ideais. Por sua vez, estes critérios variam ao longo dos anos dentro de uma mesma área, ou geograficamente ao longo dos diversos países que têm culturas e ideologias muito diversas.


Tendo em conta que esta é uma definição dinâmica, que tem de se adaptar ao indivíduo singular em questão, optou-se actualmente por designar por patológico aquele comportamente sexual que é destrutivo para o indivíduo ou para terceiros, que não envolve a estimulação de órgãos sexuais primários e não se dirige a um parceiro, e também que esteja ligado a sentimentos de culpa ou ansiedade ou com carácter compulsivo.
FMUP – HSJ – Serviço de Psiquiatria (director: Professor Doutor Palha)Filipe Arlindo Sousa Pinto Vieira


Apresentação


"Privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nos seres tao refinados. Porque é que nao nos embriagamos?
Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez. Porque é que nao nos apaixonamos todos os meses de novo?
Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer."

Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'
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