30 de junho de 2008

SIDA Consegue-se que os linfocitos T se tornem resistentes ao VIH




Investigadores da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos)conseguíram que os linfócitos T, as células que destroem o vírus da sida, se tornem resistentes ao VIH tanto em laboratório como em animais de experimentação, utilizando uma enzima criada para alterar um gene específico. Os seus resultados publicam-se na edição digital de "Nature Biotechnology".

Os resultados poderiam conduzir a uma estratégia clínica, para isso retirariam-se linfócitos T de um individuo infectado pelo VIH procederia-se à sua alteração genética com a enzima e depois voltariam-se a injectar no organismo do paciente.


Mais informação:
Nature Biotechnology 2008;doi:10.1038/nbt1410
http://www.jano.es

24 de junho de 2008

PAIS, FILHOS E GAYS A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história humana







SERÁ POSSÍVEL escolher as preferências sexuais de um filho?

Não, não falo de preferências por ruivas, loiras ou morenas. A questão, levantada pela cibernética "Slate", vai mais fundo: será possível mexer na base neurobiológica de uma criatura e "reprogramá-la" para ela gostar do sexo oposto?
Talvez. Conta a "Slate" que longe vão os tempos em que a homossexualidade era encarada como escolha pessoal ou produto do meio. A homossexualidade é um fato natural -como a cor dos olhos, a pigmentação da pele-, e estudos recentes apoiam a tese ao mostrarem diferenças visíveis no cérebro de homo e héteros.
Parece que os gays têm cérebros muito semelhantes aos das mulheres hétero. E parece que as lésbicas têm cérebros muito semelhantes aos dos homens hétero.
Mas os estudos não ficam restritos a esse retrato. Os cientistas dão um passo além e sugerem que importantes influências hormonais, durante e pouco depois da gestação, determinam a constituição neurobiológica do indivíduo. E, se as hormonas desempenham um papel principal, abre-se a porta prometida: "reorientar" as hormonas, "reorientar" a preferência sexual do bebê.
A possibilidade recebe aplausos. A Igreja Católica, confrontada com tal cenário, esquece a sua própria doutrina sobre os limites da manipulação médica e apoia decididamente a busca de uma "terapia" capaz de "curar" a "doença" homossexual.

Mais impressionante é a opinião da maioria: questionada sobre a possibilidade de conhecer a orientação sexual do filho por meio de um teste pré-natal, a generalidade não hesitaria em recorrer ao aborto ou à "reprogramação" caso a sexualidade da criança apontasse para o lado "errado". No fundo, quem não salvaria um filho do preconceito social ou da "doença" homossexual?

Fatalmente, a questão é desonesta. Aceitar as premissas do debate lançado pela "Slate" -aceitar, no fundo, que, por meio da ciência, é possível reverter a orientação sexual de um ser humano- é aceitar, implicitamente, que a homossexualidade é uma doença. E, aceitando-o, permitir que a medicina a trate exactamente como trata qualquer doença.
A realidade não legitima a fantasia. A síndrome de Down ou a espinha bífida, por exemplo, são doenças no sentido mais básico do termo: elas impedem que um ser humano tenha uma vida plena. Podemos discutir se a medicina deve e pode "manipular" genética ou biologicamente uma vida humana para erradicar esses males. E podemos discutir se esses males legitimam a interrupção da gravidez.
Mas essas discussões são distintas do problema inicial: reconhecer a Down ou a espinha bífida como factores objectivamente incapacitantes de uma vida normal.
A homossexualidade não é uma doença. Pode ser motivo de preconceito social, dificuldade relacional, neurose pessoal -mas não é impeditiva de um funcionamento pleno do indivíduo nem põe em risco a sua sobrevivência futura.

Nada disso significa, porém, que não exista uma base neurobiológica capaz de explicar a orientação sexual. É possível e até provável. Exactamente como é possível e provável que certas propensões da personalidade humana -para a depressão, para a liderança, para a criatividade- estejam já inscritas na nossa natureza.
Mas isso não autoriza a medicina a procurar o paradigma do Super-Homem, dotado da dosagem certa de humor, capacidade de chefia, talento para a pintura e para o sapateado.
A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história humana.

Resta a questão final: e os pais? Confrontados com a possibilidade de "reprogramarem" a orientação sexual de um filho ou de descartarem-no via "aborto terapêutico", terão os pais o direito de pedir à medicina esse instrumento selectivo e subjectivo?

Aceitar essa possibilidade é aceitar que, no futuro, os pais poderão determinar a vida futura dos filhos. Escolher a orientação sexual; o temperamento; a vocação intelectual; a excelência atlética ou estética.

Não duvido que a maioria, confrontada com tal hipótese, reservasse para a descendência o cruzamento ideal entre Brad Pitt, Albert Einstein e Pelé.
Mas um tal gesto seria uma tripla violência: contra a medicina e a sua função especificamente curativa; contra o mistério e a diversidade da vida humana; mas também contra os próprios filhos, condenados a habitar vidas que não lhes pertenceriam, mas que foram desenhadas pela vaidade, soberba e tirania de seus progenitores.

Texto de: JOÃO PEREIRA COUTINHO
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2406200820.htm

18 de junho de 2008

RAIO X - O sexo como nunca o vimos...




Já alguma vez imaginou o que existe dentro de um pénis em erecção? Ou o que acontece dentro de um testículo em plena formação dos espermatozóides? Pois é agora isso é possível graças ao trabalho fantástico e surpreendente do fotografo Alexander Tsiaras Agora pudemos observar dois corpos “transparentes” antes e durante o acto sexual. A técnica, única no mundo, consistiu na conjunção de imagens em duas dimensões recolhidas por scan e tomografias médicas assim como á preciosa colaboração de 50 programadores, biólogos, investigadores e especialistas em visualização médica.
Fantástico não é?

Retirado de :
http://www.quo.orange.es/extra/quo/curioso/sexo/sexo.html

ORGULHO Margarida Rebelo Pinto escreve crónica sobre Tuppersexo




Lembram-se das reuniões Tupperware que as nossas mães ordeiras, as tias solteironas, as avós desocupadas e as primas prendadas organizavam nos anos 60?
Pois é, o mundo mudou. Nos tempos que correm as reuniões são de outro teor, talvez mais útil para as donas de casa do que um jogo completo de caixas de plástico, até porque as mesmas se podem comprar em todo o lado, desde o hipermercado até à jurássica drogaria de bairro, entre o restaurador capilar e o veneno para ratos.
O princípio é o mesmo, embora os objectivos sejam diferentes: servindo-se igualmente da técnica do direct marketing, já não se trata de aprender a acondicionar 300 gr de morangos ou 20 fatias de carne assada (com o molho numa caixinha à parte, claro está), mas de conhecer, observar, estudar e eventualmente experimentar todo um catálogo de artigos relacionados com prazer: algemas forradas a pelúcia, vendas do mais fino cetim, roupa interior comestível, preservativos de variados e originais sabores, indumentárias para fantasias tais como a tigresa, a criadita e a enfermeira, chicotes, fitas de seda para domadores/as inspirados/as, bolas chinesas de vaga inspiração espiritual e objectos vibratórios para todos os gostos, tamanhos e especificidades. Ou seja, os prazeres da cozinha passaram para os prazeres da alcova, divulgados através de uma corrente de confiança, lema recentemente usado pela companhia fundada por Earl Tupper em 1946.
Em vez das qualidades inestimáveis do material plástico para a conservação eficaz dos alimentos, discutem-se os inestimáveis contributos destes objectos para o prazer: a sós, em casal, ou num regime mais alargado, para quem se interesse por tal modalidade.

As novas reuniões, a par com o aumento exponencial de cursos de dança do varão, são sinais inequívocos dos tempos modernos. As donas de casa perceberam que está nas suas próprias mãos transformarem-se em deusas sexuais e não deixam o seu crédito por mãos alheias. Numa sociedade dita moderna em que todas as mulheres ricas ou famosas têm obrigatoriamente de ser sexy, o sex appeal tornou-se um produto de consumo primário, a par do pão e o leite. Há que cultivar a Vénus escondida em cada cidadã – isto é, se ela ainda se conseguir manter acordada depois de 8 horas de trabalho mal pago, precedidas e seguidas de pelo menos uma hora no trânsito e de duas a três horas de trabalho diário no lar, o tal que não é remunerado, embora o machinho português o assuma como um dado adquirido no seu dia-a--dia. Se ainda conseguem arranjar energia para surpreender os maridos e/ou companheiros debaixo dos panos, então não restam dúvidas de que são as melhores do mundo.
O sangue latino é quente por natureza e a sociedade vai a pouco e pouco limpando os preconceitos relacionados com o prazer. É por isso que as mulheres começam finalmente a falar de sexo, querem aprender as artes do striptease no varão e organizam reuniões da Mala Roja.
Será que aprenderam com os erros das feministas fanáticas, que rejeitavam a sua feminilidade para lutar pela igualdade? Parece que sim. As mulheres modernas já perceberam que é óptimo serem mesmo diferentes dos homens. E que o seu poder advém exactamente do facto de serem mulheres. Com mais ou menos gadgets na gaveta.

17 de junho de 2008

De PARABÉNS 1º Aniversário





Quero agradecer a todos que tem lido este blogue, parece que foi ontem mas já faz um ano que escrevo para todos.
Agradeço o apoio, os mails, a procura para consultas, os convites para intervenções...OBRIGADA


Neste momento encontro-me a trabalhar na tese de mestrado sobre a Masturbação Feminina e o Orgasmo no Coito, prometo actualizar sempre que possível este espaço e dinamizá-lo para que seja um local de interesse para todos!


OBRIGADA por visitarem o beliz...sexologia...

16 de junho de 2008

FERIAS Um bom motivo para Organizar a sua Tuppersexo com A MALETA VERMELHA - EM TODO O PAÍS





Se está de férias e quer organizar um final de tarde ou uma noite diferente entre amigas, atreva-se a conhecer A MALETA VERMELHA e as suas famosas reuniões.
Pensadas para mulheres mas possíveis de realizar com um grupo misto, a Maleta Vermelha oferece um serviço que pode contribuir para que veja o sexo e a intimidade com outros olhos.



Marque com antecedência a GARANTA A SUA REUNIÃO.



Mais informações:
O site da Maleta: www.amaletavermelha.com

15 de junho de 2008

PORQUE TRAIMOS ?




São inúmeros os factores causadores da infidelidade, como: desgaste do relacionamento, solidão, problemas financeiros, dificuldade de se ter com a parceira (o) o mesmo prazer que se encontra em uma relação extraconjugal.
Este é o momento da famosa divisão: para o relacionamento sério (no lar) fica o amor e para outros relacionamentos...as fantasias, e o sexo sem limites.


A visão do homem e da mulher em relação a infidelidade difere. O homem imagina que traiu quando leva outra para cama. A mulher, como é mais próxima das suas emoções, já sente que traiu quando se envolve afectivamente, mesmo sem nenhuma aproximação física. Enquanto o homem (geralmente) procura sexo no relacionamento extraconjugal, a mulher procura romance, fantasias e sensualidade.

As mulheres acusam os homens e estes, por sua vez, afirmam que elas também traem, mas são "dissimuladas". Há traição entre muitos casais, não se pode negar. Fica então a dúvida: quem trai mais? O homem ou a mulher?

De acordo com uma pesquisa feita pelo Cruzeiro On Line, na qual homens e mulheres puderam votar livremente, sem serem identificados, resultados mostram que os dois traem praticamente na mesma proporção.

Pesquisa realizada durante os meses de Setembro e Uutubro de 2002, com duzentos sujeitos de ambos os sexos, com idade acima de 20 anos, mostram que 42% dos entrevistados acham que os homens traem, 18% acham que as mulheres e 42% acham que a identidade sexual não influência.

Pensar que a maioria dos homens é infiel é um estereótipo. Essa ideia que a sociedade tem a respeito de alguma coisa sem necessariamente corresponder à realidade, é o que motiva pesquisas com o objectivo de distinguir o real do aparente.Admitir ou não a infidelidade em público é que é complicado, pois gera consequências com um peso para cada sexo.

Segundo Lerner
“apesar de homens e mulheres traírem quase que na mesma proporção, o que muda é a forma como estes comportamentos são julgados pela sociedade, com valores diferentes para cada um"
. As mulheres, ao admitirem uma traição, são recriminadas e passam a ter uma imagem negativa. O fato de alguém ver que foi traído é que está contando para as pessoas, o que leva a concluir que a traição é uma questão muito mais social que subjectiva. É o colectivo que exerce uma condição no sentido de se sentir humilhado".Muitos crimes que vemos pela TV ou lemos nos jornais relacionados à traição são motivados, claro, além do ciúme, pela sensação de humilhação, de estar sendo enganado, de ser o último(a) a saber.
Mas apesar de as mulheres estarem traindo muito e assumindo, a maioria o faz por já estar envolvida sentimentalmente. "Em termos sociais, culturais, pela visão impressionista, as mulheres traem com maior envolvimento emocional.

O terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Jr., acredita que, em muitos casos, a infidelidade pode causar sofrimento.
Além das pessoas que traem "porque desejam, racional e voluntariamente, ter relacionamentos sexuais e afectivos variados", existem aquelas que são infiéis "porque repetem, involuntariamente, padrões culturais e socialmente impostos, de que as pessoas têm que ter relacionamentos múltiplos".



CONCLUSÃO


A mulher traía menos não porque seu desejo sexual fosse menor, mas porque era muito reprimida.
No século XI, mulher que era infiel a seu marido, com consentimento da Igreja, era apedrejada em praça pública.
Hoje ela trai mais porque está se dando o direito de reconhecer a insatisfação no relacionamento.


Texto de Psic. Marilandes Ribeiro Braga no site http://cepcos.sites.uol.com.br/textos/maripessoastraem.htm

13 de junho de 2008

DEPENDÊNCIA DE AMOR E SEXO




A dependência afectiva e física do amor já foi considerada por vários investigadores uma forma de adição. Existem pessoas que vivem a sua vida sexual de forma compulsiva, de maneira a procurarem a satisfação na qual se viciaram.
Existem instituições que tem programas específicos para adictos ajudando os pacientes a encontrarem outras formas de compensação afectiva que não seja a pratica compulsiva do sexo.
A etiologia desta adição é muito semelhante às outras adições, estudos recentes deram conta que os indivíduos com vinculações do tipo inseguro, são pessoas mais compulsivas sexualmente, têm mais parceiros e relações mais frágeis ou menos douradoras.
Fica aqui o exemplo de 2 instituições que acolhem e traçam programas específicos para quem se vicia no amor, e no sexo...
D.A.S.A - Dependentes de Amor e Sexo Anónimos
-Dependentes de Amor e Sexo Anónimos
é uma irmandade orientada pelos Doze Passos e as Doze Tradições,
baseada no modelo pioneiro de Alcoólicos Anónimos.
Sex and Love Addicts Anonymous

http://www.slaafws.org/

12 de junho de 2008

BI THE WAY Trailer

O QUE EXCITA AS MULHERES? Não, não é um homem nu!!



Para as mulheres heterossexuais, olhar para um homem nu caminhando na praia é tão excitante quanto ver uma paisagem


"Mulheres! Vejam o esplendor da forma nua masculina: esbelta e poderosa, um milagre de músculos esculpidos, caminhando confiante pela areia ou alongando-se na sua frente em sua glória deslumbrante.
Pensando bem, talvez vocês prefiram outra coisa. Assim dizem os cientistas nas fronteiras da pesquisa em torno da eterna questão do que as mulheres acham erótico. A mais recente resposta parece ser: homens nus não ou ao menos não simplesmente homens nus.
"Para as mulheres heterossexuais, olhar para um homem nu caminhando na praia é tão excitante quanto ver uma paisagem", diz a pesquisadora Meredith Chivers em um novo documentário sobre bissexualidade chamado "Bi the Way", apresentado no festival de cinema de Nova York NewFest, no dia 6 de junho.

Chivers, pesquisadora do Centro de Vício e Saúde Mental da Universidade de Toronto, diz que tem dados para corroborar sua afirmativa. Recentemente, ela publicou resultados de um estudo no qual ela mostrava vídeos de homens e mulheres nus em várias situações sexuais e não sexuais e media a excitação genital de quem assistia as cenas.
As mulheres heterossexuais não ficavam mais excitadas por homens atléticos nus fazendo ioga ou jogando pedras no oceano do que ficavam com as cenas controle: imagens dos Himalaias cobertos de neve. Quando as mulheres heterossexuais viam um vídeo de uma mulher nua fazendo ginástica, por outro lado, seu fluxo sanguíneo aumentava significativamente.
O que realmente importa para as mulheres, ao menos no ambiente artificial do estudo em que a voluntária assistia a filmes ligada intimamente e a um aparelho chamado photoplethysmograph, não é o género do actor, mas seu grau de sensualidade, disse Chivers. Ainda mais do que pessoas nuas fazendo exercícios, elas ficavam excitadas com vídeos de masturbação e mais ainda por vídeos gráficos de casais fazendo amor. Mulheres com mulheres, homens com homens, homens com mulheres: não importava muito para as mulheres, disse Chivers.
"As mulheres parecem fisicamente não diferenciar entre os sexos em suas respostas sexuais, ao menos as mulheres heterossexuais", disse ela. "Para as mulheres heterossexuais, o género não importa. Elas responderam ao nível de actividade".
O trabalho de Chivers acrescenta a um corpo crescente de evidências científicas que coloca a sexualidade feminina em uma continuidade entre a heterossexualidade e a homossexualidade, em vez de um fenómeno excludente. "Ela está assinalando o que é meio óbvio e ainda assim não explorado: que as mulheres são fluídas em sua sexualidade", disse uma das directoras de "Bi the Way", Josephine Decker, em uma festa após a apresentação do filme em um bar de temática russa.
Mesmo em uma cultura em que muitas vezes ser bissexual passa a ser chique - Britney e Madonna deixam o lugar para Lindsay Lohan e Samantha Ronson (fotografadas se beijando em Cannes, França)- e apesar dos dados da pesquisa mostrarem que os jovens, em particular, estão abertos à experimentação sexual, a bissexualidade ainda tende a ser tratada como novidade, como casualidade excitante, uma fase ou até uma forma de esconder a homossexualidade.
A própria Chivers foi autora de um estudo de 2005 usando métodos similares que revelaram que os homens que se diziam bissexuais eram significativamente mais excitados por um único sexo, em geral o masculino.
As mulheres, contudo, são fundamentalmente diferentes, dizem alguns pesquisadores. Uma pesquisadora da Universidade de Utah, Dra. Lisa M. Diamond, publicou um estudo em janeiro na revista "Developmental Psychology" que acompanhava a vida amorosa de 79 mulheres não heterossexuais que se diziam lésbicas ou bissexuais ou nenhuma das opções anteriores. Ao longo de dez anos, as mulheres continuavam a ser atraídas por ambos os sexos, concluiu Diamond.
A resposta das mulheres às imagens dos casais se estende até para outras espécies, concluiu Chivers. Em um experimento de 2004 e novamente no estudo recente, publicado em Dezembro de 2007 na revista "Journal of Personality and Social Psychology", Chivers e seus colegas concluíram que as mulheres eram ligeira mas significativamente excitadas por centenas de chimpanzés bonobo cruzando. Os homens não mostraram a mesma resposta.
E quando Chivers pediu que as mulheres classificassem sua própria excitação diante dos vídeos que assistiam, as mulheres, homo ou heterossexuais, tendiam a dar maior classificação para filmes mostrando mulheres. "As mulheres heterossexuais reagem às mulheres, diferentemente do que se imaginaria", disse Chivers. "Por que as mulheres são tão excitadas por outras mulheres?" Os homens, homo ou heterossexuais, assim como as lésbicas, foram mais previsivelmente excitados por imagens de seu sexo preferido, disse Chivers.
É difícil saber como entender essa informação.
Chivers não faz alegações corajosas a respeito. "Concluir que as mulheres são bissexuais com base em sua resposta sexual seria negar a complexidade e as várias dimensões da sexualidade feminina", escreveu em seu artigo. Ela admitiu, contudo, que a aparente flexibilidade das mulheres "esteja relacionada a um maior potencial de bissexualidade nas mulheres do que nos homens".

Os produtores de "Bi the Way" tiraram suas próprias conclusões. "O que começou com uma moda pode ter se tornado uma revolução. Mas, de qualquer forma, está claro que os jovens estão refazendo o mapa da sexualidade", disse a directora Brittany Blockman no filme, que traça as peregrinações românticas de cinco membros da chamada Geração do Tantofaz.
Essa é uma conclusão que Chivers não está pronta a tirar. Blockman, 27, que é mestre em antropologia médica em Harvard, disse que teve a ideia para o filme quando viu por um acaso a série. "The OC" e viu a personagem de Mischa Barton beijar outra jovem.
"Desde quando duas meninas se beijarem em um programa de televisão no horário nobre se tornou aceitável e legal?", disse ela em entrevista. "Senti como se tivesse perdido algum tipo de mudança cultural". Na festa após a apresentação do filme, no Vlada na rua 51, a cultura parecia estar mudando em várias direcções simultaneamente. Uma mulher usando maquilhagem de Ziggy Stardust e uma prótese de um pénis masculino participou de um ato sexual simulado. Um pouco depois, a mulher, Amy Ouzoonian, dançarina e artista performática, estava em um sofá se atracando com uma mulher masculinizada de terno preto.
"Você passa a vida procurando aquela pessoa", disse Ouzoonian, 29. "As genitais não devem importar tanto assim."
Uma convidada da festa, Gillian Baine, professora escolar (que se diz heterossexual), disse que parecia correto.
"Os jovens não querem se limitar e estão fazendo isso de várias formas. Eles estão se sentindo menos constrangidos pelas normas. Ou as normas estão mudando", disse Baine, 28.
Normas, contudo, são coisas complicadas. Decker, 27, uma das directoras do filme, parece um pouco envergonhada por sua experiência limitada.
"O que é triste é que eu preciso desesperadamente sair com uma garota", disse ela, acrescentando que alguns beijos roubados era tudo o que tinha no lado feminino de sua experiência sexual. "Só não queria que fosse uma mulher qualquer."
Tradução: Deborah Weinberg

Visite o site do The New York Times


http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2008/06/12/ult574u8556.jhtm

6 de junho de 2008

Gathering Parties 7 JUNHO LISBOA

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

XIXth World Congress of Sexual Health




The conference theme, Sexual Health & Rights: A Global Challenge, reflects the 8 priorities of the WAS Declaration for the Millennium and echoes the urgent need for action to ensure sexual health and rights for all. The WAS Congress is held every two years, and brings together the outstanding clinicians, researchers, educators, activists and policy makers from around the globe to share knowledge on the diverse and often controversial issues of contemporary sexual health. Sweden has always played a pioneering role in promoting sexual education, health and equality. Furthermore, a grant from the Swedish Government will enable participants to attend from many developing countries where the AIDS crisis severely impacts sexual health, and where basic sexual rights in areas such as education, healthcare and individual choice are largely unrecognized. The lively city of Göteborg is the largest harbor in Scandinavia and offers everything you would expect to find in a major city: cultural events, historical and natural landmarks, beautiful parks, fine restaurants, shopping and entertainment.


http://www.sexo-goteborg-2009.com/index.php

2 de junho de 2008

I CURSO GINÁSTICA VAGINAL 12 JUNHO Novos conceitos, práticas antigas






Foi com muita satisfação que recebemos na Clínica da Palmeira algumas jornalistas que vieram conhecer o CURSO de GINÁSTICA VAGINAL.
PRÓXIMO dia 12 de JUNHO em FARO.


A reportagem do Louletano:

O tema da sexologia está em cima da mesa e cada vez há mais mulheres interessadas não só em satisfazer o seu parceiro, mas como também em conhecer o seu corpo. O local foi a recém inaugurada Clínica da Palmeira, em Faro, a ministrar esteve Vânia Beliz, psicóloga clínica com especialidade em Sexologia, pela Universidade Lusófona de Lisboa, e o tema: ginástica vaginal...



Incidindo-se numa técnica oriental milenar com cerca de três mil anos, a prática da ginástica vaginal tem como finalidade prolongar e intensificar o prazer durante o acto sexual e beneficiar a saúde do aparelho genital feminino.

O workshop, com a duração de cerca de três horas, consiste numa apresentação da anatomia do aparelho genital feminino, assim como das disfunções sexuais da mulher. Para o final, ficam guardadas as técnicas da ginástica vaginal, dos exercícios de Kegel e Pompoarismo.


Os exercícios de Kegel consistem na contracção e descontracção dos músculos pélvicos (por vezes, nomeados músculos de Kegel), de forma a restaurar o tónus muscular e a sua força, prevenindo ou reduzindo problemas do pavimento pélvico e aumentando a gratificação sexual. Os movimentos são tidos como um bom meio para tratar o prolapso vaginal e prevenir o prolapso uterino nas mulheres, até porque factores como a gravidez, o parto e o excesso de peso podem resultar no enfraquecimento dos músculos da pelve. Este tipo de exercícios é benéfico, também, no tratamento da incontinência urinária, não só nas mulheres como nos homens, visto que, para além de permitir que cheguem ao orgasmo sem ejaculação e até obter vários climaxs, durante a actividade sexual, eleva os testículos.

Pompoar é o controle dos músculos circunvagais, onde a mulher, que domina essa técnica, ficará com os músculos da vagina mais fortes e com isso vai sentir e proporcionar mais prazer sexual. Além disso, há estudos que afirmam também que, na hora do parto, a mulher que pratica ginástica vaginal, tem mais facilidade em ter o bebé e mais rapidamente.

Vânia Beliz conta, ao longo da conversa, que se vai tornado cada vez mais solta, entre as participantes, que a técnica favorece os músculos da vagina, aumenta o prazer sexual feminino e masculino; previne a queda da bexiga e as perdas urinárias, incontinência; ajuda no momento do parto, assim como a sua recuperação. Além disso, há mulheres que referem que, com a prática dos exercícios, existe uma diminuição das cólicas menstruais e da prevalência das infecções vaginais.

A verdade é que o curso, com um custo de 35 euros, pode ser realizado num local a definir de acordo com as marcações, sendo que pode ser ministrado no domicílio, se juntar no mínimo três amigas e no máximo dez. Nesta situação, a anfitriã recebe de oferta as bolas Ben-Wa, um dos objectos utilizados para os exercícios. Feitas de silicone, borracha ou outro material e contendo mecanismos e pesos internos que provocam vibrações, as duas bolas são introduzidas na vagina, para que a mulher, ao andar com elas, tenha que contrair os músculos da entrada vaginal e assim os fortaleça.


Retirado da pagina on line do Jornal Louletano:
http://www.olouletano.pt/noticias/noticia.php?frame=olouletano&genero=1&categoria=1&tema=0&cod_noticia=239
Texto da Jornalista Denise Rodrigues
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