22 de abril de 2010

5 de MAIO, MAC Maternidade Dr. Alfredo da Costa) ENCONTROS NA SEXUALIDADE FEMININA



A saúde sexual da mulher tem sido subordinada ao modelo de resposta masculina ou à saúde reprodutiva. No encontro de dia 5 de Maio pretendemos apresentar reflexões e partilhas que extrapolam as abordagens clínicas habituais feitas à sexualidade feminina, culminando com uma conferência da Professora Leonore Tiefer intitulada:



"Is sex more like dancing or digestion? Unpacking the medicalization of sexuality"


Aproveitando a vinda ao nosso país da Professora Doutora Leonore Tiefer, a Comissão de Sexualidade Feminina da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (CSF-SPSC), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas (SPPC), organiza um Encontro dedicado ao tema da Sexualidade Feminina, com profissionais que trabalham com mulheres em diversos contextos.


Participação, ainda, das especialistas: Maria José Alves, Maria José Magalhães, Ana Campos, Eduarda Ferreira, Lisa Vicente, Sara Valadares e Patrícia Pascoal




Informação mais detalhada AQUI


O encontro tem lugares limitados.

20 de abril de 2010

CRONICA DA SEMANA na SABADO EXCESSO DE INTIMIDADE




Esta semana resolvi excrever sobre algo que vitima muitos casais...

Sempre me preocupou o excesso de intimidade entre os casais... bem sei o quanto a intimidade é importante, pois sim, mas tudo o que é de mais, é demasiado.


Acho que falta, a muitas pessoas, preservar determinadas coisas que só interessam a si.


Quando estamos no início dos relacionamentos existem coisas que não questionamos, porque estamos apaixonados e aquela pessoa parece sempre perfeita, sempre tão atraente e desejável.


Mas, quando passamos a partilhar o mesmo espaço, a descobrir determinadas coisas, pode ser assustador e existem mesmo situações em que o excesso de intimidade pode ser um veneno para a nossa química relacional. Vejamos por exemplo, o uso e partilha da casa de banho: muitos casais, adoptam um á-vontade tal, que parece que voltámos àquele tempo em que, em crianças, tínhamos os nossos pais como espectadores das nossas poses no bacio.


Alguém me explica o sentido de estar sentado na retrete de revista na mão enquanto o companheiro(a) faz a barba, ou toma duche?


Alguém pode achar atractivo que o(a) parceiro(a) saque à sua frente daqueles aparelhos que tiram os pêlos de todos os orifícios do corpo, pêlos que nós quase nem imaginávamos que existissem? Alguém poderá achar interessante ver a companheira com as pernas cheias de creme depilatório e rolos na cabeça?


Existem coisas que são do nosso espaço e que são nossas, que apenas deviam existir por detrás de uma porta fechada para não corrermos o risco da química se perder.


Claro que todos sabemos, que existem pêlos em determinados sítios e que são retirados para não serem encontrados; todos sabemos que existem tampões, pensos higiénicos e necessidades fisiológicas... mas daí a vê-los, ouvi-los e cheirá-los vai uma grande distância...


Importam-se de oferecer as vossos amigos que vão viver juntos pela primeira vez, aquela coisa fantástica que se coloca na porta e avisa: -Não incomodar se faz favor? Garantidamente não imaginam o bem que lhes fará, porque eles até podiam viver sem ela, mas não era a mesma coisa....


TODAS AS SEMANAS, TERÇAS, AQUI

14 de abril de 2010

CRONICA SABADO Primavera abre portas ao desejo




É impressionante a influência que o sol tem na nossa disposição para o sexo.


Ao contrário do que aconteceu nos passados meses também o nosso desejo, parece desabrochar dos dias frios e escuros em que nos recusávamos despir e deixar o lençol descobri-nos o corpo.


Não é por acaso, que todos os seres vivos, estão frenéticos preparando ninhos e perseguindo os parceiros numa sedução invejavelmente intensa.


Chegaram os dias maiores, solarengos... Chegaram as corridas aos ginásios e os cuidados com o corpo que vínhamos esquecendo. Ficamos com mais vontade de ter menos roupa, de ficar destapados, mais desejáveis, portanto.

Que mal faz à paixão, o rigor do Inverno.

Depois, há também o outro lado, o medo do corpo exposto, as angustias que se acumulam por não termos feito vingar aquela dieta prometida, a culpa pelas ausências, ao ginásio e à esteticista mais próxima.

Afinal, seria bem mais fácil, se fossemos como muitas outras espécies de corpos repletos de penas e pelagem fofa que nos escondessem os deslizes cometidos.
O que interessa é o que sentimos por quem nos faz correr freneticamente e não é um quilinho a mais que deve demover o nosso desejo de corrermos para o ninho.


Se for, só temos mesmo uma coisa a fazer antes que aqueça mais, vamos cuidar de nós, para depois evitarmos as tão famosas desculpas....


Mais aqui, todas as semanas...


Ilustração de Joana Rosa Bragança
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