30 de junho de 2010

Sexo é seguro em doentes que sofreram enfarte do miocárdio

As pessoas que não falam abertamente sobre sexo com os seus médicos depois de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio são menos propensas a retomar a sua actividade sexual, com receio de que a prática lhes possa provocar a morte.
Mas, segundo um estudo da British Heart Foundation, a probabilidade disso acontecer é “muito pequena” e é importante que estes doentes retomem a actividade sexual
.

O estudo, liderado por Stacy Tessler Lindau, envolveu 1.184 homens e 576 mulheres que sobreviveram a um enfarte agudo do miocárdio. Um ano após o enfarte agudo do miocárdio, mais de dois terços dos homens e 40% das mulheres indicaram alguma actividade sexual. Nesse mesmo período, mais homens do que mulheres (38,8% versus 17,5%) referiram terem tido uma conversa sobre esse assunto com o seu médico.
Por outro lado, os homens também afirmaram ser mais activos sexualmente antes do enfarte do miocárdio do que as mulheres: 73,5% contra 43,1%. Mas, segundo os autores, a idade poderá ter tido influência neste tópico, dado que os homens do estudo tinham uma média de 58 anos e as mulheres de 61.


De acordo com o estudo, é normal que os pacientes que sofrem de problemas cardíacos tenham ideias erradas sobre o que é seguro depois de um enfarte. “Com frequência, quem se preocupa não é o próprio paciente mas o seu/sua companheira, que teme que este possa sofrer uma arritmia e que morra. E nada pode estar mais longe da verdade”,
disse à Healthday Dan J. Fintel, professor de Medicina da Northwestern University.

Os especialistas garantem que quem consegue subir dois lances de escadas ou fazer exercício moderado também pode fazer sexo. No entanto, dores no peito durante o sexo devem servir de alerta para parar e consultar um médico.


16 de junho de 2010

BEDPOST o site onde é possivel registar as suas aventuras sexuais...


Encontrei este assunto no site do colega brasileiro Alessandro Ezabella e não resisti em partilhar:


"Alguma vez imaginou um diário em que pudesse registrar com quem fez sexo, quando, como foi, tempo de duração e grau de satisfação?
Os idealizadores do Bedpost levaram a ideia a sério e desenvolveram um diário online em que o/a usuário/a tem a possibilidade de registrar suas parcerias sexuais, a nota para os dias de sexo e a descrição em forma de tags (as populares palavras-chaves).

Os registros geram gráficos em forma de pizza a partir das palavras-chaves que foram atribuídas em cada relação e também pelo horário da relação.

Num primeiro momento, pode-se pensar que a proposta do Bedpost pode soar um tanto narcisista, já que as relações sexuais transformam-se em números e a ênfase recairia na performance sexual e não na qualidade da relação. Por outro lado, e analisando as funcionalidades do site dentro da proposta da terapia sexual, o Bedpost pode ser um bom aliado de pessoas conscientes que queiram avaliar de uma forma mais prática e talvez crítica como anda sua vida sexual.

Uma prova desta possibilidade está justamente nas tags, que permitem que cada pessoa aplique as palavras-chaves mais apropriadas para cada relação e tenham um panorama de quantas relações a pessoa ficou tensa, preocupada, nervosa, excitada, etc.(...)"

Para conhecer o conceito: BEDPOST

15 de junho de 2010

Pequenas Lolitas, o perigo da erotização infantil...alguem se importa verdadeiramente ?



"Lolitas" nas escolas portuguesas

Nas minhas visitas às escolas tenho verificado algo que me tem preocupado e que me levou a reflectir o assunto esta semana.

Infelizmente, nem todos os pais têm concordado com a presença dos filhos nas pequenas palestras em que temos discutido as dúvidas dos mais novos. Alguns consideram prematuro abordar determinados temas, com receio que os mesmos possam despertar a curiosidade dos mais novos para os assuntos do sexo.
Percebo as suas dúvidas e respeito-as... mas será que os educadores estão conscientes dos exemplos que as crianças absorvem quando ligam a televisão lá de casa, quando assistem a determinados concertos e quando são influenciados pela publicidade avassaladora que erotiza cada vez mais precocemente as nossas crianças?

No outro dia estava sentada à frente da TV e, numa manhã, foram vários os abusos que identifiquei: desde personagens que apelavam à sensualidade, às coreografias sensuais repetidas das personagens, às personagens femininas das séries para jovens completamente desnudadas e maquilhadas (…). Perguntei-me que consequências terão estes exemplos? Tenho verificado que as meninas assumem, cada vez mais, o papel de mini-adultas com direito a roupa minúscula e caras besuntadas de base e de maquilhagem… As meninas de 11 e 12 anos parecem ter perdido a infância e, tipo-pipoca saltam cá para fora, servindo de montras sem que as pessoas se incomodem ou falem quase disto.

Meenakshi Gigi Durham, autora do livro “O Efeito Lolita (…)”, aborda a temática dos abusos da erotizarão infantil pelos média, tema ainda pouco discutido no nosso pais. Segundo a autora, cantoras com Christina Aguilera, Britney Spears e Lady Gaga, entre tantas outras pelo mundo fora, apresentam-se como objectos sexuais e inspiram fortemente os mais novos. Durham cita o exemplo de uma menina de 9 anos que veste uma camisola das Pussycat Dolls que diz: “Não gostarias que a tua namorada fosse ‘hot’ como eu?”.

O apelo à sensualidade e sexualização dos mais novos não está nas respostas que se dão às perguntas que eles colocam nas caixas que me entregam e que muitos evitam responder.

Os perigos de uma sexualidade precoce podem estar mais facilmente a ser estimulados por aquilo que os nossos filhos vêm quando ligam a televisão, pelos programas que não se adequam à sua idade, ou por aqueles que apesar de indicados para a sua idade expõem cenas desadequadas ao seu desenvolvimento psico-sexual.

É importante pensarmos que urgentemente vamos ter de nos debruçar sobre este assunto, porque um dia destes chegamos aos jardins-de-infância e já temos as meninas de salto alto e rímel nas pestanas! Não estamos assim tão longe... basta vermos as capas e noticias de muitas revistas cor-de-rosa e as críticas que têm sido feitas à pequena Suri… já um ícone para tantos criadores… Onde será que estão os limites e fronteiras? Onde estarão realmente os primeiros perigos para uma sexualidade precoce e irresponsável? Não me parece que estejam nas perguntas das crianças curiosas…

Esta semana na sábado on line...

14 de junho de 2010

Avaliação e Intervenção nas Disfunções Sexuais 22, 23 e 24 de Junho Das 18:30h às 22:30h


Caríssimos amigos estarei em Faro 3 dias para ministrar uma pequena formação na área das disfunções.
A formação decorrerá na PSIMAR

Objectivos:
Promover aos técnicos uma abordagem bio-psicossocial na área da saúde que trata dos problemas e disfunções sexuais em geral, a sexologia.
Promover a compreensão e intervenção nos principais problemas e disfunções sexuais.
CONTEÚDOS

1. A Sexualidade em Mudança, ontem, hoje e amanhã…
2. Anatomia e Fisiologia Masculina e Feminina
3. Principais Modelos explicativos da Resposta Sexual
4. Motivos que levam às consultas de Sexologia
4.1 Principais Disfunções Sexuais Masculinas
Quais são? Como ocorrem? Como intervir?
4.2 Principais Disfunções Sexuais Femininas
Quais são? Como ocorrem? Como intervir?
5. Intervenção com recurso ao material erótico.
6. A importância da Unidade Conjugal na Função e na Disfunção Sexual.

Preço
65€
(inclui Material de Formação e Certificado de Formação)
Condições e Certificação

Os formandos receberão, no final da formação, um Certificado de Formação sobre “Avaliação e Intervenção nas Disfunções Sexuais”

Inscrição confirmada após pagamento.
Solicite ficha de inscrição:
PSIMAR
Centro de Apoio Psicoterapêutico e Psicopedagógico, Lda.
Rua Miguel Bombarda, nº 27
8000-394 Faro
Tel/Fax: 289 829 033
E-mail: psimar.algarve@gmail.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...