10 de agosto de 2012

Noticia no PUBLICO: Esqueçam O Sexo e a Cidade, o que está a dar é o sexo na aldeia


Esqueçam O Sexo e a Cidade, o que está a dar é o sexo na aldeia


10.08.2012 10:15
Por Luís Francisco

A sugestão é deixada pelo jornal americano The Huffington Post: em vez de O Sexo e a Cidade, vamos lá olhar para o Sexo na Aldeia. A olímpica, está bem de ver. A cada quatro anos, o tema dos contactos íntimos entre os habitantes desta comunidade multicultural volta à tona.


Misto de viagem de finalistas e resort de férias, o ambiente nas instalações reservadas aos atletas não podia ser mais convidativo ao despertar de paixões: há visuais e comportamentos para todos os gostos; gente bonita pouco vestida por todo o lado, um sentimento geral de euforia.



Para muitos, a concentração mantém-se até ao final das provas. Outros entram na onda. E oportunidades não faltam, pelos vistos. A guarda-redes da equipa de futebol feminino dos EUA, Hope Solo, resume a coisa numa frase: "Há muito sexo [na Aldeia Olímpica]." E, para que não restem dúvidas, o nadador norte-americano Ryan Lochte avança números de "praticantes": "Eu diria 70 a 75% dos olímpicos."



Usando a velha expressão utilizada para Las Vegas, é comum ouvir-se que "o que acontece na Aldeia, fica na Aldeia". Mas, à medida que o sexo se vai tornando um assunto menos tabu e alguns dos que beberam da fonte olímpica vão saindo do activo (desportivo, esclareça-se), as histórias começam a aparecer. Dificilmente saberemos detalhes de Londres 2012 nos tempos mais próximos, mas esperem uns anos... Para começar, com um total de 150 mil preservativos distribuídos pelos organizadores, um recorde olímpico já foi batido.



No seu número de Julho deste ano, a revista ESPN The Magazine recorda a odisseia do atirador norte-americano Josh Lacatos nos Jogos de Sydney 2000. Quando a sua participação acabou, mandaram-no entregar as chaves do seu edifício e regressar a casa. Mas Josh sabia que o melhor estava para vir e, com a conivência da empregada, sabotou a fechadura. A palavra espalhou-se: havia quartos livres na Aldeia Olímpica.



Lacatos instalou-se no rés-do-chão e, logo na primeira noite, alguns membros da equipa de atletismo dos EUA ocuparam os outros andares. Na manhã seguinte, Josh viu sair, juntamente com os rapazes americanos, toda a equipa feminina da estafeta de 4x100m "de um país com ar escandinavo". Foi só o início. "Nunca na vida assisti a tal deboche."



Nem sempre o pessoal de apoio se limita a uma solidariedade passiva, como se depreende do relato feito à CNN por um antigo sprinter, que chegou ao ouro numa das suas duas participações em Jogos. Ele lembra-se de, em Atlanta 96, ter ido à cafetaria com o seu colega de quarto. As raparigas do balcão insinuaram-se de imediato. "Quiseram dar uma volta connosco." Na verdade, não chegaram aos quartos. Havia helicópteros a vigiar de cima com holofotes. "Nós estávamos debaixo das árvores."



Nem sempre existiu esta facilidade de contactos. Veteranos dos anos 70 e 80 do século passado recordam - provavelmente com pena... - um clima bem menos propício ao contacto entre atletas, restritivo na mistura de sexos, complicado em termos de infra-estruturas. A verdadeira revolução sexual olímpica iniciou-se nos Jogos de Barcelona 1992.



É muito difícil resistir... mesmo que alguém quisesse. A judoca americana Ronda Rousey, que competiu nos jogos de 2004 e 2008, explica ao jornal britânico The Mirror como tudo isto é natural. "Uma data de gente bonita, vinda de uma série de países diferentes, na melhor forma física das suas vidas... e todos juntos numa aldeia. O único conselho que posso deixar é: usem preservativo!"



E há tanto por onde escolher... Louras, morenas, asiáticas, africanas, altas, pequeninas. Nadadores, ginastas, jogadores de pólo aquático, sprinters, canoístas. Ser fiel é muito complicado. Que o diga o lançador norte-americano Breaux Greer, que recordou à ESPN The Magazine uma fase particularmente animada da sua presença em Atenas 2004: todos os dias, era visitado por três mulheres - uma consagrada varista, uma barreirista poderosa e uma turista escandinava "muito talentosa".



Em suma, a Aldeia Olímpica é um local "mágico, onde tudo pode acontecer". "Podemos ganhar uma medalha de ouro e ir para cama com um tipo mesmo sexy", resume a esquiadora dos EUA Carrie Sheinberg, a quem um dia dois elementos da equipa alemã de bobsled propuseram trocar as suas medalhas por favores sexuais. Ela recusou, até porque o namorado também estava nos Jogos - e também tinha ganho uma medalha.


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Um comentário:

Eros disse...

Uma coisa é certa... a maioria dos habitantes dessa Aldeia são bem tonificados... tirando os que praticam aqueles desportos quase inativos, como tiro ao prato... :)

Beijos

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