20 de maio de 2010

Investigadoras Portuguesas apresentam resultados das suas investigações "Maioria das portuguesas está muito satisfeita sexualmente"



Metade das mulheres portuguesas masturbou-se regularmente na adolescência e cerca de um terço continua a fazê-lo para lidar com o stress. Entre as que têm uma relação estável, 55% revelam-se altamente satisfeitas com a sua vida sexual.


Estas conclusões resultam de duas investigações que visavam aprofundar o conhecimento sobre a sexualidade das portuguesas e foram apresentadas no 10.º Congresso da Federação Europeia de Sexologia,que se realizou na passada semana na cidade do Porto.


O estudo conduzido por Sandra Vilarinho, que envolveu 497 mulheres em relações estáveis, concluiu que mais de metade se sente muito satisfeita no que diz respeito ao prazer sexual, sendo o bem- -estar na relação conjugal determinante para 25% das inquiridas. Seis em cada dez tiveram desejo ou interesse sexual "quase sempre" ao longo do mês anterior ao inquérito. A autora concluiu que as mulheres sexualmente mais satisfeitas revelam maior autoconfiança, alegria e serenidade.

Ana Alexandra Carvalheira teve como principal objectivo compreender a ligação entre masturbação e a resposta sexual das mulheres, um tema que tem sido pouco estudado (...) Para isso, a sexóloga desenvolveu um inquérito, distribuído por correio electrónico, que foi respondido por 3687 portuguesas, com uma média de 29 anos, maioritariamente com formação superior e de orientação heterossexual.


Trata-se de uma amostra não representativa da população portuguesa, mas que serviu para perceber melhor os comportamentos e as atitudes face à masturbação, uma prática associada a um funcionamento sexual satisfatório, designadamente por facilitar o orgasmo e interacções mais gratificantes com o parceiro. A investigadora sublinha que a masturbação significa melhor saúde sexual.


Entre as inquiridas, um quinto nunca se auto-estimulou durante a adolescência, 27% disseram que raramente o fizeram e metade respondeu positivamente (com alguma e muita frequência). Relativamente à última vez que tal aconteceu, um terço referiu ter sido na semana anterior.

Os resultados quanto às razões que levam as mulheres a masturbar-se incluem dados curiosos: 31% usam-na para aliviar o stress, 20% para ajudar a dormir, 13% quando têm muita actividade sexual e 8% quando não têm parceiro. A procura de prazer sexual é, porém, a motivação da grande maioria (65%).


Se é verdade que três em cada quatro se sentem bem e relaxadas depois da auto-estimulação, também é significativo que 10% reportem sentimentos de culpa e 15% de vergonha, o que significa, na perspectiva da investigadora, que a masturbação é percepcionada como estigmatizante.

Retirado daqui

De Volta!



Quero pedir desculpa pela ausência!Estou a preparar uma serie de eventos que vão acontecer por isso tenho estado um pouco distante mas estou de volta, com muitas novidades!

(Foto by My Moments)

4 de maio de 2010

CRÓNICA SABADO : Sexo: As dores que não se vêem... existem





Teresa entra na consulta desanimada… após uma pequena conversa, tão necessária para colocar à vontade os pacientes, Teresa confessa-se perdida e incompreendida.


O motivo que a fez procurar-me é um que faz parte da vida de muitas mulheres que se distanciam da vida sexual, sem que os parceiros as consigam compreender.

Teresa fala de dores, de muitas dores pelo corpo, que lhe matam o desejo e a têm afastado da actividade sexual… descreve detalhadamente todos os fármacos que toma e, entre analgésicos, ansiolíticos e anti-depressivos, pouco espaço há para que a resposta sexual funcione.


Infelizmente, as doenças reumáticas, afectam cada vez mais mulheres dificultando as suas actividades diárias, entre elas, a vida sexual.


Mas, porque as dores não se podem ver, ela chorou porque não é fácil explicar que dói hoje, que doeu ontem e que doerá amanhã, porque qualquer movimento é doloroso.


Existem muitas teresas que precisam ser escutadas e compreendidas.


É importante, nestes casos, incluir os parceiros nas consultas para que percebam que “as dores que não se vêem” existem e podem causar um sofrimento e cansaço tais que o afastamento acontece. É também preciso ouvir as angústias destes companheiros que tantas vezes se sentem rejeitados.


Existe uma tristeza muito grande associada a estas doenças, mas podem haver estratégias que ajudem: é importante, por exemplo, ajudar os casais a encontrarem posições confortáveis que não exijam tanto esforço e que permitam uma relação confortável – a posição “lado-a-lado” é muitas vezes aconselhada mas depende de cada queixa e problemática; depois, existem formas de aliviar e relaxar o corpo – são aconselhados os banhos quentes e as massagens com óleos aquecidos antes de se entregarem às carícias.


Acima de tudo, é importante que o casal saia da consulta a saber que, apesar das limitações, existem pequenas soluções que podem ser colocadas em prática e que desistir não é solução.


Muitas vezes, por falta de entendimento, existem muitos casais que se afastam havendo companheiros que não entendem o afastamento e, queixas constantes de cansaço e dor por parte das parceiras.


As doenças reumáticas são quase sempre incompreensíveis e, na cama, podem transformar-se num silêncio mortal para o relacionamento e para o coração.


O afastamento devido à incompreensão pode muito bem ser, para muitas teresas, uma dor muito maior…

22 de abril de 2010

5 de MAIO, MAC Maternidade Dr. Alfredo da Costa) ENCONTROS NA SEXUALIDADE FEMININA



A saúde sexual da mulher tem sido subordinada ao modelo de resposta masculina ou à saúde reprodutiva. No encontro de dia 5 de Maio pretendemos apresentar reflexões e partilhas que extrapolam as abordagens clínicas habituais feitas à sexualidade feminina, culminando com uma conferência da Professora Leonore Tiefer intitulada:



"Is sex more like dancing or digestion? Unpacking the medicalization of sexuality"


Aproveitando a vinda ao nosso país da Professora Doutora Leonore Tiefer, a Comissão de Sexualidade Feminina da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (CSF-SPSC), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas (SPPC), organiza um Encontro dedicado ao tema da Sexualidade Feminina, com profissionais que trabalham com mulheres em diversos contextos.


Participação, ainda, das especialistas: Maria José Alves, Maria José Magalhães, Ana Campos, Eduarda Ferreira, Lisa Vicente, Sara Valadares e Patrícia Pascoal




Informação mais detalhada AQUI


O encontro tem lugares limitados.

20 de abril de 2010

CRONICA DA SEMANA na SABADO EXCESSO DE INTIMIDADE




Esta semana resolvi excrever sobre algo que vitima muitos casais...

Sempre me preocupou o excesso de intimidade entre os casais... bem sei o quanto a intimidade é importante, pois sim, mas tudo o que é de mais, é demasiado.


Acho que falta, a muitas pessoas, preservar determinadas coisas que só interessam a si.


Quando estamos no início dos relacionamentos existem coisas que não questionamos, porque estamos apaixonados e aquela pessoa parece sempre perfeita, sempre tão atraente e desejável.


Mas, quando passamos a partilhar o mesmo espaço, a descobrir determinadas coisas, pode ser assustador e existem mesmo situações em que o excesso de intimidade pode ser um veneno para a nossa química relacional. Vejamos por exemplo, o uso e partilha da casa de banho: muitos casais, adoptam um á-vontade tal, que parece que voltámos àquele tempo em que, em crianças, tínhamos os nossos pais como espectadores das nossas poses no bacio.


Alguém me explica o sentido de estar sentado na retrete de revista na mão enquanto o companheiro(a) faz a barba, ou toma duche?


Alguém pode achar atractivo que o(a) parceiro(a) saque à sua frente daqueles aparelhos que tiram os pêlos de todos os orifícios do corpo, pêlos que nós quase nem imaginávamos que existissem? Alguém poderá achar interessante ver a companheira com as pernas cheias de creme depilatório e rolos na cabeça?


Existem coisas que são do nosso espaço e que são nossas, que apenas deviam existir por detrás de uma porta fechada para não corrermos o risco da química se perder.


Claro que todos sabemos, que existem pêlos em determinados sítios e que são retirados para não serem encontrados; todos sabemos que existem tampões, pensos higiénicos e necessidades fisiológicas... mas daí a vê-los, ouvi-los e cheirá-los vai uma grande distância...


Importam-se de oferecer as vossos amigos que vão viver juntos pela primeira vez, aquela coisa fantástica que se coloca na porta e avisa: -Não incomodar se faz favor? Garantidamente não imaginam o bem que lhes fará, porque eles até podiam viver sem ela, mas não era a mesma coisa....


TODAS AS SEMANAS, TERÇAS, AQUI

14 de abril de 2010

CRONICA SABADO Primavera abre portas ao desejo




É impressionante a influência que o sol tem na nossa disposição para o sexo.


Ao contrário do que aconteceu nos passados meses também o nosso desejo, parece desabrochar dos dias frios e escuros em que nos recusávamos despir e deixar o lençol descobri-nos o corpo.


Não é por acaso, que todos os seres vivos, estão frenéticos preparando ninhos e perseguindo os parceiros numa sedução invejavelmente intensa.


Chegaram os dias maiores, solarengos... Chegaram as corridas aos ginásios e os cuidados com o corpo que vínhamos esquecendo. Ficamos com mais vontade de ter menos roupa, de ficar destapados, mais desejáveis, portanto.

Que mal faz à paixão, o rigor do Inverno.

Depois, há também o outro lado, o medo do corpo exposto, as angustias que se acumulam por não termos feito vingar aquela dieta prometida, a culpa pelas ausências, ao ginásio e à esteticista mais próxima.

Afinal, seria bem mais fácil, se fossemos como muitas outras espécies de corpos repletos de penas e pelagem fofa que nos escondessem os deslizes cometidos.
O que interessa é o que sentimos por quem nos faz correr freneticamente e não é um quilinho a mais que deve demover o nosso desejo de corrermos para o ninho.


Se for, só temos mesmo uma coisa a fazer antes que aqueça mais, vamos cuidar de nós, para depois evitarmos as tão famosas desculpas....


Mais aqui, todas as semanas...


Ilustração de Joana Rosa Bragança
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