17 de setembro de 2012

Sexo: os portugueses falam muito, mas fazem pouco REPORTAGEM EXPRESSO

Expresso publica na Revista de sábado, 15, os primeiros resultados do maior inquérito na imprensa nacional ao sexo dos portugueses. Para começar: não praticam muito nem são muito criativos. Mas estão satisfeitos.








Sabia que os algarvios são quem tem mais desejo sexual e quem melhor avalia o seu desempenho e o dos seus parceiros? Que os sportinguistas são os que revelam menos vontade de ter sexo, por contraste com os portistas? Que quem fuma, e também quem bebe, tem uma vida sexual mais ativa do que quem prefere manter-se longe dos vícios? E imaginava que 35% dos portugueses que se consideram politicamente de direita não tiveram sexo no último ano? Se cora só de imaginar dois corpos entrelaçados, prepare-se: vamos falar de sexo. Hoje, na Revista, analisamos os primeiros resultados do extenso inquérito realizado pelo Expresso sobre a vida sexual dos portugueses. Como são afinal na cama (e fora dela)? As respostas surpreendem em muitos casos, preocupam noutros, denunciam, por vezes, curiosidades regionais ou até clubísticas, mas confirmam uma realidade: apesar da revolução sexual ocorrida nas últimas décadas, que aproximou os comportamentos dos homens e das mulheres, subsistem ainda importantes diferenças de género na hora dos portugueses se entregarem ao prazer.



Um inquérito inédito
Para a elaboração das 100 perguntas do inquérito foi pedida a colaboração de quatro especialistas: o psiquiatra Júlio Machado Vaz, a psicóloga Ana Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, e os sociólogos Pedro Moura Ferreira e Sofia Aboim, do Instituto de Ciências Socais (ICS) da Universidade de Lisboa - estes dois últimos participaram em 2007 num grande inquérito sobre o comportamento sexual dos portugueses. Cada um dos quatro consultores reviu o esboço inicial do questionário, preparado pela equipa da Revista e pela empresa de estudos de mercado GfK, sugeriu retificações, propôs a inclusão de novas perguntas e colaborou na interpretação dos resultados.
O inquérito foi estruturado em quatro grandes áreas. A primeira, que dissecamos nesta edição, mais centrada na prática sexual, em termos de frequência, iniciação, número de parceiros, satisfação, desempenho e orientação sexual, etc. A segunda (dia 22) relaciona a sexualidade com a saúde e o bem-estar do indivíduo, e propõe uma incursão no mundo das fantasias eróticas. A terceira parte aborda o fenómeno da infidelidade (dia 29) e a quarta as intrincadas relações entre o sexo e a internet (dia 5 de outubro).
O inquérito foi realizado pela GfK a uma amostra representativa da população portuguesa. Foram inquiridos 1220 indivíduos com 18 anos ou mais, residentes em Portugal continental. Além das 100 questões sobre a vida sexual, foram colocadas outras que permitiram traçar o perfil dos inquiridos segundo diversos indicadores demográficos (sexo, idade, região, estatuto social); elementos de caracterização como a orientação sexual; e outros elementos como o consumo de bebidas alcoólicas, hábitos tabágicos ou orientação política. A informação foi recolhida através de um questionário de autopreenchimento, depositado numa urna fechada. Os trabalhos de campo decorreram entre os dias 10 e 21 de agosto, com recolha entre as 18 e as 21h durante a semana, e durante todo o dia nos fins de semana. A taxa de participação foi de 56,2%.


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